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quarta-feira, abril 20, 2005

Cadeia de literatura

Para fazer a vontade ao ON, aqui vai. Não compreendo por que é que responder a isto pode levar muito tempo. As minhas respostas saltam imediatamente.

Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?

Nem percebo bem a pergunta, e não li o livro referido.

Já alguma vez ficaste apanhadinha(o) por um personagem de ficção?

Sim. Edmond Dantès.

Qual foi o último livro que compraste?

Chegou hoje: "Music in the life of man", de Julius Portnoy.

Qual o último livro que leste?

Leio vários ao mesmo tempo. O último que terminei foi o "Killing time", de Feyerabend. O último que comecei foi "The metaphysical club", de Louis Menand.

Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?

Presumo que a ideia é os livros durarem muito tempo, para evitar a loucura por aborrecimento. Cá vai (já li dois destes!):

1. "Disquisitiones Arithmeticae", do Gauss
2. "Principia Mathematica", do Newton
3. "Invencible", de John Power (Ed., trad.)
4. "Carlsbad tournment", do Nimzovich
5. "As mil e uma noites"

A quem vais passar este testemunho (três pessoas) e porquê?

Bem, esta é a mais difícil... Não conheço bloguers em número suficiente. Vou convidar três pessoas a colaborar, mas em forma de comentário a este post. São elas: uma Sofia, um Delgado Alves, um Crawford. Por razões várias, por exemplo, porque espero obter escolhas diversificadas.

Claro que convido o palmilheiro errante que aqui tropeçar a colaborar também!

7 Comments:

Blogger on said...

Assim é fácil responder...
É capaz de elaborar um bocadinho mais?
Não conheço o número 3 nem o número quatro e não me apetece ir à Amazon procurar (Temos que começar a exigir outra qualidade de serviço na blogosfera!).

quinta-feira, 21 abril, 2005  
Blogger anashámuitas said...

esta sofia, que as há muitas, está numa fase secreta, mas a verdade é que também sempre foi de quebrar cadeias, extraordinária raiva. Maus feitos...

quinta-feira, 21 abril, 2005  
Blogger anashámuitas said...

...maus feitios. E é mal feito, sim. Más consciências...

quinta-feira, 21 abril, 2005  
Blogger raiva said...

Caríssimo ON, como podes ver, parti a cadeia sem querer... não providenciei três dignos continuadores.

Elaborando um pouco: sempre no pressuposto que vou ter muito tempo para me ocupar da leitura, escolho quatro obras difíceis, mas apaixonantes, duas de matemática, uma de Go e uma de xadrez. Parecem-me escolhas naturais.
As mil e uma noites seriam para reler enquanto dava descanso às bossas frenológicas mais extenuadas...

quinta-feira, 21 abril, 2005  
Blogger on said...

O numero quatro são comentários de partidas? Não podes elaborar um pouco mais sobre porque é que esse livro de go é melhor do que os outros?

sábado, 23 abril, 2005  
Blogger raiva said...

Bom, o
Go
é um jogo extraodinário. De regras muito simples, é praticado por muitos milhões na China, no Japão e na Koreia. As suas regras são de tão modo simples que o Lasker (campeão mundial de xadrez) dizia que se houvesse vida extra-terrestre os seus habitantes conheceriam este jogo. O Go tem a cartacterística de ser muito complexo, o que leva a que os computadores tenham um desempenho modesto, ao contrário do que sucede com o xadrez.

O livro diz respeito aos jogos do que foi talvez o melhor jogador de sempre, Shusako. Se existe UM livro de Go, mesmo para os profissionais, este é uma escolha sensata. Muitas partidas comentadas pelos especialistas...

O livro de xadrez refere-se a um torneio célebre, de 1929, onde a escola moderna de Nimzovich, que venceu contra grandes jogadores da época, apareceu em força ("Depois de 1. e4; as Brancas estão moribundas...")

sábado, 23 abril, 2005  
Blogger anashámuitas said...

Diz-me a raiva, com seu mau feitio, que é aqui que isto deve estar e, pronto, está:

Agora que estou um tudo nada mais desoculta, vou fingir que sou simpática. Digna é que já não.

Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?

De preferência um ignífugo.

Já alguma vez ficaste apanhadinha(o) por um personagem de ficção?

A lady do Portrait of a Lady e o Jim do Lord Jim. Nem um nem outro são muito ladies ou lords e não acabam lá muito bem. Se bem me lembro… (apanhadinha é como quem diz, que não sou muito de me deixar apanhar…)

Qual foi o último livro que compraste?

terão sido quatro? Corações Piegas e Asas para que vos quero de Abel Neves, Clépsidra de Camilo Pessanha e uns poemas do William Blake numa tradução extraordinária dum rapaz chamado Manuel Portela. Li o primeiro, cheirei o terceiro, li partes do último e estou a ler o segundo.

Qual o último livro que leste?

”Leio vários ao mesmo tempo.” Li os tais corações piegas que recomendo vivamente, a ti em particular ó raiva, estou a ler um livro sobre o Einstein que há-de estar no prelo da Gradiva (Einstein, Alberto Einstein) de Teresa Peña et al., a mergulhar no Proust e na Penélope de Alice Sampaio, a reler o Galileu do Brecht e a voltar ao First men on the Moon do Wells. E ainda nas Asas. E é assim, que muito se fingindo ler, nada se lê.

Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?

se a ninguém preocupa a sobrevivência do corpo, quem serei eu, mas sempre te digo que me preocupa a questão da sombrita. Ilhas desertas presumem muito tempo. Muito tempo, muito livro. Cinco livritos não são nada. Andando. Tem de ser o Proust, que é um em doze - o tempo todo do mundo. As mil e uma noites para as noites que hão-de ser muitas. A pénelope para (des)acompanhar o Ulisses, se eu tiver coragem para tanto (mas se é ilha e é deserta, porque não?) E sempre o James para fazer companhia ao conrad. E depois qualquer coisa para rir a bandeiras despregadas, que agora assim de momento não estou bem a ver o que seria…

A quem vais passar este testemunho (três pessoas) e porquê?

Não sendo eu bloguista, não tenho responsabilidades dessas, pois não é verdade? Mas sempre gostava de saber o que a Filipita tomara-quenão-caia diria e também a Ana do Paulo-mais-caladinho-que-eu, que não gosta nada destas coisas, e já agora o Marques, João Marques (y Garcia!), só o maior leitor que eu conheço…

adeus e até ao meu regresso

Sábado, 30 Abril, 2005

fico assim, ubíqua, até que alguma raiva me apague lá nos futebóis

segunda-feira, 02 maio, 2005  

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